Petshops faturam alto

Muita gente ainda não se deu conta, mas há um ramo do comércio que continua bombando: o voltado para animais de estimação. “O faturamento de pet shops atingiu R$ 19,6 bilhões em 2016, R$1,2 bilhão a mais que em 2015, quando somamos R$18,4 bilhões”, informa, satisfeito, o presidente da Associação Nacional dos Distribuidores de Produtos Pet do Brasil (Andipet), Nadson Pessoa. Não por acaso, o setor continua e continuará empregando.

Pelos cálculos de Pessoa, apesar das dificuldades econômicas previstas para 2017, o segmento continuará caminhando à margem da crise. Que o diga o gerente administrativo da Animax Hospital Veterinário, Dwyan Viegas. Ele prevê que suas vendas crescerão pelo menos 20%. Ao longo do ano passado, a loja foi ampliando o quadro de pessoal. No total, já são 21. “Se o animal estiver doente, o dono não pensa em crise. Quer que ele receba o tratamento adequado”, relata. Esse consumo constante exige a contratação de profissionais para manter a qualidade dos serviços prestados.

Se comparado a outros países, o segmento pet ainda é novo no Brasil. Tem, no máximo, 30 anos. Isso significa dizer que o espaço para expansão é enorme, o que resultará em abertura de vagas por um longo período. Nadson Pessoa, da Andipet, embasa sua estimativa no percentual do consumo de alimentos industrializados por cães e gatos. “Aqui, o índice de consumo é de apenas 35% contra 95% nos Estados Unidos”, informa.

Não é só: “Existe, ainda, um grande leque de produtos, como medicamentos, utensílios e acessórios, que atraem muita gente” ressalta Pessoa. “Municípios com até 20 mil habitantes comportam pelo menos um pet shop. Neste ano, vamos focar nossa atuação nessas cidades”, adianta. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das cidades brasileiras, a maioria, exatos 68,4%, têm até 20mil moradores. É um mercado e tanto.

Aves e répteis 

Mesmo no mercado de animais silvestres, a crise chegou bem mansa, o que tem permitido a criação de empregos. A médica veterinária e sócia da Mundo Silvestre, Juliana Pigocci, diz, categórica, que não tem do que reclamar. “Apesar de o crescimento dos negócios não ter sido significativo no ano passado, houve motivo de comemoração”, afirma. “Atendo aves e répteis, por exemplo, e isso me dá um diferencial”, acredita.

É justamente o diferencial que dará força a quem está em busca de emprego. A dica é para que as pessoas se renovem. Mudar de cidade pode ser o primeiro passo para uma guinada na carreira. O mapa do emprego, série que o Correio publica a partir de hoje, tem o propósito de mostrar o que está ocorrendo no mercado de trabalho e em que direção ele seguirá.

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